sexta-feira, 18 de maio de 2012

Projeto do carro dos sonhos leva criador à loucura

Projeto do carro dos sonhos leva criador à loucura:


Koji é um homem de talento, habilidade e determinação impressionantes. Seu projeto atual é a construção do carro de seus sonhos em uma garagem no estado de Washington. Ele é um homem que para nós poderia ser visto como alguém de passatempos bem limitados. Principalmente porque ele simplificou sua vida a um único objetivo – alcançar seu ambicioso sonho.
Conversei com Koji e seus auxiliares, que ele chama de “servos”, sobre o projeto. Ele tem grandes esperanças sobre o que pode conquistar e muito ceticismo por parte de todos os outros. Em um momento ele até me ameaçou caso não gostasse do texto.
Acho que seu sonho o está enlouquecendo.
Uma das minhas relações de amor e ódio com a Internet gira em torno de histórias com pessoas fazendo coisas incríveis, como o cara que construiu um Countach em sua própria garagem ou ainda Bill Caswell.
Por um lado, ler sobre eles inspira a fazer coisas maiores e melhores. Por outro lado, às vezes fico com a sensação de ser um vagabundo desperdiçando dias e anos. Esta é mais uma destas histórias, de alguém construindo um carro praticamente do zero, em sua garagem. E fazendo um belo trabalho.
O projeto de Koji é conhecido como DIY Supercar (Supercarro “Faça Você Mesmo”). Basicamente, Koji quer um Toyota MR2 moderno, algo que não existe, então ele resolveu construir um. Seu objetivo é chegar o mais próximo possível da qualidade de um grande fabricante. Koji não é a primeira pessoa a construir um carro do zero, mas seu processo e padrões são muito mais exigentes que o da maioria dos fabricantes de fundo de quintal. Koji está totalmente dedicado ao projeto e, depois de quatro anos, teve um bom progresso, ainda que com muito trabalho pela frente. Ele espera conseguir um acordo para publicação de um livro para que possa documentar todo o processo.
É inegável que ele tem um grande projeto em suas mãos. Carros construídos por autodidatas são sempre incríveis. Esse tipo de projeto de grandes proporções, entretanto, pode tomar uma vida própria, e ao ouvir Koji falando sobre ele, eu não posso deixar de lembrar, ainda que de longe, do Cel. Kurtz de O Coração das Trevas (ou ainda, sua versão cinematográfica, Apocalypse Now). Koji é claramente talentoso e dedicado. Não tenho dúvidas de que ele irá terminar o carro e que será incrível. Mas fico pensando se é ele quem controla o projeto ou é o projeto que o controla. Não sei também se ele está se divertindo.

Koji parece ser movido tanto pela paixão pelo carro e o projeto quanto por um desgosto em como ele vê que o resto da humanidade não constrói seus próprios carros dos sonhos. E ideia de que a maioria das pessoas está desperdiçando suas vidas surgiu em diversos momentos, e fiquei com a impressão de que Koji está frustrado por não ter mais pessoas admirando o que ele faz. Tenho a sensação de que ele se sente uma força solitária em um mundo de jogadores de videogame vagabundos e flatulentos, e esta observação parece ser uma de suas motivações.
Ele tem a ajuda de algumas pessoas (a quem ele se refere como “servos”), incluindo um talentoso projetista que definiu os contornos do über MR2. Will, o projetista, parece reforçar a comparação com o Cel. Kurtz, já que sua descrição de Koji beira a reverência (assim como o fotojornalista de Dennis Hopper no filme). Nas palavras de Will:
Ele meio que se tornou um mentor para mim. Ele é diferente de qualquer outra pessoa com quem trabalhei – seu cérebro nunca para. O exemplo que eu uso é de quando estava em Washington, trabalhando no carro. Ele chega à oficina e diz para parar tudo, “tenho uma outra ideia de como fazer isso”. Eu pergunto então quando ele teve tempo para pensar naquilo. E ele responde “ah, eu sonhei com isso na noite passada”. E é assim que funciona – seu cérebro não desliga.
Consigo entender porque Will disse isso. Koji é uma figura impressionante, tocando algo ambicioso. Depois que falei com ele, me ligou perguntando quando a entrevista seria publicada. Ele disse ainda que estava bastante nervoso sobre o texto, e que se queimasse seu filme, ele “passaria o resto de sua vida sujando a minha imagem”. Acho que ele estava brincando, mas há um pingo de verdade ali. Além disso, quase todo mudo sabe que não preciso de ajuda para sujar minha imagem.
Não sei bem porque Koji está nervoso: não consigo imaginar algum leitor deste site que não apoie alguém construindo seu carro dos sonhos. É a fantasia de praticamente todo gearhead que conheço. Não sei o que poderia ter acontecido com Koji no passado que o tenha deixado tão nervoso sobre sua exposição, mas espero que ele encontre uma maneira de relaxar e aproveitar de verdade o incrível projeto que ele tem em mãos.
Aqui está a entrevista. Não quis cortá-la demais, já que a meu ver é um olhar interessante sobre a pessoa, seu projeto, e como um afeta o outro.

Jalopnik: Então, o que exatamente você está fazendo?
Koji: Basicamente estou construindo um carro completo do zero.
Jalopnik: Por quê?
Koji: Porque sim.
Jalopnik: Claro, porque sim, mas poderia se aprofundar?
Koji: Bem, tenho dois motivos. Acho que o maior tem a ver com a baboseira que você vê na comunidade street tuning. Um panaca vai até a loja, compra uma peça, paga um cara para instalá-la, tira alguma fotos, consegue uma matéria de página dupla em uma revista. Sabe, eu curto carros, tenho graxa no corpo desde a adolescência e, não sei porquê, esse tipo de coisa me incomoda. Eu respeito os caras que trabalham em suas garagens, que realmente sabem como fazer as coisas, mas se tudo o que você sabe é como usar o cartão de crédito, então não acho que você seja um gearhead. Qualquer impostor pode fazer isso, e muitos fazem. Isso não exige nenhum talento ou criatividade, só precisa de um bom limite de crédito. Estou tentando fazer algo um pouco diferente.
Jalopnik: Existem muitas coisas que se pode fazer no mundo dos carros e exigem bastante talento – você poderia comprar um carro antigo e restaurá-lo, ou mesmo fazer uma série de modificações.
Koji: Sim, mas por que fazer isso quando você pode fazer algo diferente.
Jalopnik: Certo.
Koji: Não existia um carro pelo qual estivesse obcecado para torná-lo novo. Meus carros eram uma porcaria. Não cresci com muito dinheiro. Meu primeiro foi um Honda Civic 1983 carburado e todo enferrujado. Era uma tranqueira. Então não tive uma ligação emocional com nenhum deles, o que acho que geralmente é o que motiva um projeto assim. Você não restaura um carro antigo que não ama.
Jalopnik: É verdade.
Koji: O MR2 foi o primeiro carro pelo qual me apaixonei no colegial. Eu gostava de Ferraris e Lamborghinis tanto quanto qualquer outro garoto, mas eles são como supermodelos – são inatingíveis. Acho que me encantei pelo MR2 porque era como aquela vizinha gostosa. O motor estava no lugar certo, e sabe, tudo funciona, é rápido, tem um belo visual e é acessível. A minha história com ele foi que estava andando na minivan de meus pais e vi um passando pela rodovia, minha reação foi “Caramba. O que era aquilo? Onde consigo um?” Isso foi antes da Internet, então descobrir qualquer coisa era complicado.
Jalopnik: Eu lembro. Não estávamos muito longe dos outros animais na época.
Koji: Não mesmo! Fui à biblioteca e consegui uma cópia da Car And Driver ou outra do tipo, procurei tudo o que pude sobre eles. É engraçado, eu odeio a maioria das coisas na Internet, mas o que eu fiz não seria possível sem ela. Eu sou autodidata, então tudo o que aprendi foi porque corri atrás.
Jalopnik: Falando nisso, você tem alguma experiência na área? Algum treinamento ou experiência profissional? Qual o seu ganha-pão?
Koji: Bem, a única coisa que direi é que prefiro não me aprofundar sobre minha vida pessoal, porque já vi coisas estranhas no passado. Caras, por exemplo, que aparecem do nada. Koji não é meu nome verdadeiro – para todos os efeitos, é meu nome verdadeiro, porque qualquer um com quem me importo sabe meu nome, mas não é meu nome no papel. Se você sabe meu nome, eu sou encontrável, já recebi visitas do nada em minha casa nos últimos anos. Eu entendo isso, mas não é algo com o qual me sinto confortável.
Mesmo assim, posso responder à pergunta – sou um consultor de software, tenho um MBA, eu não sou exatamente um cara comum. Tenho um MBA mais prefiro passar o dia com um macacão surrado do que um terno Hugo Boss.
Jalopnik: Tudo bem – você pode ter seus segredos. Você tem alguma ajuda ou parceiros no projeto?
Koji: Tenho, hmm, bem, não sei como chama-los a não ser de “servos”. Tenho alguns deles.

Jalopnik: E quanto a uma parceira e algo do tipo? Esposa? Namorada, etc? Pergunto porque eu imagino que os problemas em gerenciar o tempo dedicado a um carro exigem uma companheira bem compreensível. É o seu caso?
Koji: Hmm, claro. Tenho uma vida pessoal. A razão pela qual você me perguntou isso – e eu posso lhe responder – é porque os caras sempre me perguntam “como você tem tempo para isso?” Eu posso lhe responder com franqueza. A resposta é que eu não fico desperdiçando minha vida, jogando videogames, vendo TV ou filmes, que são como a maioria dos caras gasta seu tempo. Sabe, acho engraçado e triste que em uma época na qual as pessoas passam 12 a 14 horas em frente a uma tela de TV, chegue alguém e me pergunte como tenho tempo. Bem, a resposta é que não faço nada disso, eu acordo, trabalho, presto minha consultoria para uma empresa de software, como, durmo, trabalho, é isso. Uma vida bem simples. Eu tive que simplificar bastante a minha vida para conseguir isso. É interessante, porque ao final do dia sou mais feliz assim. O que é estranho, porque eu era um nerd antes disso. Terminei todos os três Halos, e então, quatro anos atrás, resolvi que queria fazer algo com as mãos e o resto é história.
Jalopnik: E quanto ao carro; fale mais sobre ele. De onde veio o motor?
Koji: É um V6 J32A de um Acura 3.2 TL Type S. Eles têm uma longa história, são baratos, e são uma opção prática para quem procura um bom motor. É relativamente leve e estreito, então se você quiser colocar dois turbos em um cofre minúsculo, isso importa.
Jalopnik: O motor é central, claro.
Koji: Não seria um MR-2 se não fosse.
Jalopnik: Agora, o chassi – você construiu do zero, ou é uma modificação de algo já existente?
Koji: Comecei com um MR-2 SW-20. Foi o primeiro carro pelo qual me apaixonei. Eu meio que estou fazendo com um clássico japonês o que fazem com Camaros e Mustangs.
Jalopnik: A carroceria – você que a desenhou?
Koji: Não, tive uma ajuda nisso. Foi disso que falava sobre os servos. Eu estou mais interessado em fazer do que decidir. Eu sou bom no “como?” – prefiro que outra pessoa cuide do “o que?”. A verdade é que não dou a mínima para como será o visual do carro – só quero que pareça um Toyota moderno. Eu não ligo tanto para isso. Eu me importo que funcione – acho que é o tipo de gearhead que sou. Fiz um concurso em um fórum da Internet. Disse “o negócio é o seguinte” – quer fazer algo maluco? O problema é que não sei desenhar. Posso fazer muitas coisas, mas não consigo desenhar. E se você está construindo um carro, desenhar é meio que necessário.
Jalopnik: Ajuda.

Koji: Certo. Você é um artista, então é natural para você, mas eu não consigo. Will venceu o concurso. O cara que chegou em primeiro tentou trapacear, então o segundo lugar venceu.
Jalopnik: Então, conceitualmente, sendo o MR2 o carro que mais te conquistou, este é o seu ideal de um MR2?
Koji: Em poucas palavras, é isso. O conceito que eu expliquei quando fiz o concurso foi, se o MR2 SW20 tivesse evoluído para os dias de hoje, como ele seria? Eu não me apaixonei pela primeira geração do MR2 – aquilo parecia com um tijolo. E o Spyder foi uma tragédia visual – Deus, como aquilo era feio . Quando ouvi que o MR2 estava voltando eu corri para comprar algumas revistas e fiquei “Meu Deus!”
Jalopnik: Então, para a construção do carro, ele usa fibra de vidro…
Koji: Neste momento. Isso é meio complicado de explicar. Eu não tenho ideia de como explicar isso. O que eu estou fazendo é como uma fabricante faria. Você faz o modelo, então cria moldes, depois faz as diferentes partes da carroceria.
Jalopnik: Então as peças atuais de fibra de vidro não são definitivas?
Koji: Não. São um rascunho. São moldes. Todos os moldes que estou fazendo me permitirão fabricar as peças finais. Algumas pessoas fazem carrocerias com espuma e fibra de vidro e rodam com o carro por aí. Bem, eu me importo em como o carro funciona, então eu acho que isso é estúpido.
Jalopnik: Mas certamente existem carros viáveis de fibra de vidro. Eu até tenho um.
Koji: Ah, com certeza. É até mais viável do que as pessoas acreditam. As peças finais da traseira serão de um material composto. Esta é minha próxima etapa. As portas serão de aço, todo o resto de um composto. Eu ia tentar fazer pelo menos a parte para trás do eixo traseiro de aço, mas não sou dos melhores para trabalhar com aço. Portas eu sei fazer – treinei umas três ou quatro vezes. Quando precisei de freios, fui e moldei o aço. Mas painéis laterais traseiros são bem complicados, com várias curvas. Ainda que você possa criar as curvas na mão, não vou sair por ai com uma tonelada de massa plástica e remendos. Isso seria humilhante. Eu não quero uma gambiarra. Eu construí um modelo para não ser isso, e as pessoas ficam “você vai andar com isso? Pesa quase uma tonelada e meia!” Não importa o peso. É um modelo, é irrelevante. Eu quero fazer as coisas direito. Culpo todos os caras que fizeram isso errado por todas as perguntas que recebo.
Jalopnik: Qual foi a parte mais difícil até agora?
Koji: Resolver a geometria. Eu superei essa parte, mas foi difícil. E a parte mais difícil no formato do carro são os arcos de roda. Eu nem imaginava isso quando comecei. O problema com eles é que não são círculos de verdade. Então você não tem um modelo, você precisa encontrar uma maneira de fazer quatro peças com o mesmo formato.

Quando comecei esta parte dei uma olhada nas maneiras preestabelecidas de se fazer. Você pode cortar com CNC, o que é proibitivamente caro, ou pode criá-lo com argila, como fazem as fabricantes, mas também é estupidamente caro, ou você pode fazer o que fizeram os caras do Bailey Blade, que é desenhar tudo em CAD, recortar partes da lateral e conectá-las com fibra de vidro. Não gostei de nenhuma delas. Os caras do Bailey Blade fizeram “certo” mas isso não permitiu uma interpretação criativa. Eles estão tentando começar uma fabricante de carros, eu só estou construindo um.
Jalopnik: E quanto ao interior, bancos e tudo o mais?
Koji: Tenho alguns fornecedores que gosto para coisas como mostradores e sistemas de ventilação e ar – todo o resto é praticamente exclusivo. Eu não gosto do rumo que o mercado está tomando. Há muita coisa interligada nos carros hoje em dia. E é tudo peso morto, isso porque você consegue praticamente tudo isso e muito mais de seu telefone. Se você tem um telefone que presta, não vai precisar de rádio FM. Meu telefone tem um rádio FM. Você não vai precisar de GPS – meu telefone tem GPS. Por que você vai querer essas porcarias redundantes no seu carro para ganhar 20 quilos? A resposta é que eu não quero. O que vou fazer é um berço para o telefone. Você dá a partida no carro e então pluga seu telefone em um aparato de alumínio que o envolve no painel. Bingo, aí está o seu rádio, seu GPS, sistema de informação de tráfego, relógio, som. Não quero um CD player ou toca fitas ou nada disso. Eu quero que o telefone resolva tudo isso.
Jalopnik: E quanto a um 8-track?
Koji: Hmm, até pensei nisso, mas o carro é baseado em algo da década de 1990, não de 70.
Jalopnik: Quanto você acha que falta até que ele esteja pronto?
Koji: Isso depende, e foi parcialmente por isso que entrei em contato com o Jalopnik. O trabalho pesado já foi feito. O que seria legal agora é se eu pudesse encontrar um agente literário e conseguir um adiantamento, dar um tempo no trabalho para que possa terminar tanto o carro quanto o livro. Mas você não consegue esse tipo de coisa sendo um autor de primeira viagem, e mesmo encontrar um agente sem um livro é um porre. Eu preciso do máximo de ajuda agora. Estou me desdobrando para transformar este projeto em realidade. E para chegar lá, preciso trabalhar duro, mas cheguei a um ponto de exaustão. Não consigo procurar um agente, escrever um livro, tocar o emprego, construir um carro e fazer o que uma vida exige. Eu tenho tentado e foi uma **********.
Jalopnik: E quanto ao Kickstarter ou algo semelhante?
Koji: Aí que está o negócio. Eu preciso de dinheiro, mas não tenho interesse nele, e não estou planejando transformar o carro em um kit ou algo do tipo. Eu estou mexendo na estrutura do carro, então não acho que alguém possa fazê-lo como um kit. Estou fazendo pela experiência, e para que outros caras vejam como fazer. No final das contas, o motivo pelo qual comecei isso, eu vi Tim, o cara responsável pelo Batberry. E na época em que estava procurando um projeto, vi Tim fazendo um par de faróis, e pensei em começar por aí. Na época eu era um zero e agora, quatro anos depois, veja o que tenho na garagem. Alguns caras vão ver isto aqui e terão um estalo, e talvez tentem criar algo, ao invés de gastar horas arrumando o cabelo. É por eles que eu estou fazendo isso. Alguém me ajudou no passado e estou retribuindo.

Jalopnik: Acho que talvez alguém que gaste horas arrumando o cabelo tem outros problemas, de qualquer forma.
Koji: Há uma preponderância de forma sobre conteúdo em nossa cultura, e isso me deixa louco. É por isso que fecho a cara quando alguém me pergunta se vou sair com o carro por aí do jeito que está. Não. Na verdade não vou, porque eu realmente me importo em como essa coisa funciona.
E no final das contas, estou interessado no que você vai escrever. Tenho dificuldade em explicar isso para pessoas comuns. Estou fazendo isso porque quero a experiência de fazê-lo. Eu não ligo para o tempo que vai levar. Meu objetivo é um acabamento próximo ao dos fabricantes. E isso vai levar tempo. Realisticamente, não vou chegar lá, mas quero saber o quão perto eu chego.

Koji claramente não opera no mesmo plano mental/espiritual que o resto de nós. Provavelmente o carro o está enlouquecendo. Ou pelo menos o faz parecer um pouco insano. Mas seria isto algo ruim? Quem é mais louco no final da história: o cara que sonha com carros mas tolera uma tranqueira no caminho para um emprego que odeia ou alguém que desencana das normas da sociedade para viver seu sonho?




Bom dia ao estilo BMW: qual o seu M3 favorito?

Bom dia ao estilo BMW: qual o seu M3 favorito?:


Segunda feira. Você até tentou fingir que ela não existe, mas a música infame do Fantástico que sua família ou vizinho assistia anunciou a sua chegada inevitável. Já que não tem mais jeito, façamos uma limonada com os limões: que tal um vídeo de quinze minutos com as gerações mais marcantes do BMW M3, berrando em pista?
Aqui, você vai descobrir (ou lembrar) que os choramingos dos “puristas” sobre as mudanças de configuração de motor do M3 não fazem sentido.
O meu modelo favorito é o E30 (1988-1992), este com os faróis duplos sem máscara. Ele usava um motor quatro cilindros 16V todo modificado, com deslocamento entre 2.3 e 2.5 litros que rendia algo entre 192 e 235 hp – a versão mais forte chegava aos 100 km/h em 6,1 s, acompanhado de um ronco agudo eletrizante. Quem andou de Civic Si já teve uma amostra do que é um quatro cilindros girando pra lá de 7.000 rpm. Isso explica porque o M3 E30 só acorda pra valer depois dos 4.000 giros. As versões de corrida do bimmer giravam quase 8.500 rpm! Quer uma amostra onboard? Assista ao vídeo abaixo… e veja um piloto de rali espanhol com bolas de aço debulhando na 35ª edição do Rally das Ilhas Canárias!
Além de modificações na suspensão (carga, buchas e geometria), rodas, freios e transmissão; esta geração tinha uma carroceria quase totalmente diferente de um série 3 comum – veja como os paralamas são alargados, permitindo rodas mais largas e com off-set negativo, deixando as bitolas mais largas. Os únicos componentes compartilhados com os modelos mortais eram o capô, teto e o teto solar.
A segunda geração que aparece no primeiro vídeo do post é a mais conhecida pelos brasileiros: a E36, seja a versão européia (mais forte e com suspensão e estrutura melhor preparada) ou a americana. Tanto ela como a E46 (que também aparece lá no alto) usam motores seis cilindros em linha de admissão aspirada, o que gerou a falsa tradição de motores da M3 – quando surgiu a geração E90 (e seus desdobramentos E92/93), com motor V8 aspirado de quatro litros, houve um mar de puristas chorando as pitangas. Ouça o ronco do M3 V8 no vídeo abaixo, modificada com abafadores da Challenge.
E agora? Quatro cilindros berrando insanamente, seis em linha com ronco rouco à la Porsche ou V8 de alto giro? Qual a sua geração favorita de M3?

Ferrari 599 GTO atinge táxi e deixa três mortos em Singapura [c/ vídeo]

Ferrari 599 GTO atinge táxi e deixa três mortos em Singapura [c/ vídeo]:

O motorista de uma Ferrari 599 GTO – a Ferrari de rua mais veloz já produzida – atingiu a lateral de um táxi na madrugada de domingo em Singapura, causando sua própria morte e a da passageira do táxi.
O vídeo (bastante chocante) mostra a Ferrari furando o sinal vermelho.
De acordo com os jornais locais, um executivo chinês de 31 anos, identificado como Ma Chi, estava guiando sua Ferrari quando furou o sinal vermelho e atingiu um táxi, que acabou atingindo um motociclista na outra faixa. O motorista da Ferrari morreu no local, enquanto o taxista e o motociclista foram levados ao hospital em estado grave.
A passageira morreu pouco tempo depois, e o taxista, Cheng Teck Hock, de 52 anos, teve sua morte cerebral declarada.
Concluímos que se trata de uma 599 GTO devido ao teto, rodas e para-choque traseiro. Apenas 599 unidades foram produzidas, cada uma delas capaz de chegar aos 100 km/h em 3,35 segundos e atingir a velocidade máxima de 332 km/h.

Porsche 918 Spyder: 780 cv, 31 km/l e um corpo escultural

Porsche 918 Spyder: 780 cv, 31 km/l e um corpo escultural:

Ao soltar essas fotos do Porsche 918 Spyder, a companhia de Stuttgart também deu algumas notícias bem empolgantes quanto ao desenvolvimento do carro: com a ajuda de seus motores elétricos, o híbrido plug-in entrega atualmente 780 cv e rodando 31 km por litro de combustível. E, caras, que corpo lindo.

O 918 Spyder pode ser o responsável pelo retorno da fabricante de supercarros inovadora que a Porsche foi um dia, e não é um SUV nem um 911 reestilizado. Na verdade, o 918 parece ser o futuro dos carros de alta performance. O desempenho matador é combinado com materiais leves, emissões baixas e uma ecomomia de deixar qualquer dono de Prius tendo convulsões de inveja.

Segundo a Porsche, o carro nas fotos está “camuflado”, mas chamar de “camuflagem” esse esquema de pintura inspirado no 917 é como dizer que a Demi Moore está usando “roupas” na famosa capa da Vanity Fair.

Não serão apenas os ecológicos mais ferrenhos que poderão plugar o 918 em seus geradores eólicos. Os entusiastas também apreciarão um mar de mudanças na forma de encarar o automóvel. Em vez de fazer o 918 o mais pesado possível, a Porsche empregou um chassi monobloco de fibra de carbono reforçada, componentes aerodinâmicos ativos e até saídas de escapamento apontadas para cima, tudo em nome da velocidade.

Vida longa ao 918 Spyder!